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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A conquista e colonização América Portuguesa 1500/1750


O comércio entre o ocidente cristão e o oriente mulçumano ficou bastante prejudicado, como se observa na antiguidade clássica todo o comércio era feito através das cidades costeiras do mar mediterrâneo e com a expansão dos Árabes mulçumanos se acirrou os ânimos não somente no amparo religioso como também no político e comercial. Antes mesmo do século XV, as valiosas especiarias e os metais preciosos, tão necessários ao desenvolvimento Europeu entrou em declínio e começou a faltar nos centros comerciais europeus, passando o monopólio dessas mercadorias às cidades de Veneza e Gênova. No ocidente a cunhagem de moeda era constante e as jazidas encontradas logo se esgotaram impedindo a cunhagem de mais moedas, após a crise do século XIV, houve um crescimento econômico, ante á uma queda dos preços dos produtos e uma supervalorização dos metais preciosos. No século XV as cidades do Maghred norte da África, pela influência do ouro em pó, se tornaram importantes rotas comerciais de caravanas de cristãos e árabes, principalmente os genoveses. Havia uma preocupação pela posse do ouro entre os cristãos e essa troca comercial com o oriente, pois a própria ideia da posse do ouro já lhes dava maior poder aquisitivo no mercado mundial.
Nesse quadro político e econômico, fazendo uma comparação entre Castela e Aragão e Portugal no século XV, podemos perceber que enquanto Castela e Aragão estavam envolvidas nas questões de unificação política e em guerra contra Granada e a questão diplomática de aliança com Castela, que viria a ser a Espanha, não estava preparada para encarar a aventura de conquistar a África, diferentemente de Portugal que estava internamente num momento de organização e paz e um maior desenvolvimento naval oriundo dos genoveses que migraram para a península Ibérica, Portugal gozava de ser pioneiro na unificação, dando um passo a frente nas demais nações como Inglaterra, França e Espanha, rapidamente se criou uma identidade nacional entre os portugueses, com o envolvimento das classes sociais do clero, nobreza e o povo na formação dessa unidade. Portugal tinha todas as condições de assumir esse pioneirismo, além do mais não havia outra saída para os portugueses senão além-mar, e nisso Portugal investiu seus recursos na produção naval, em busca de novas rotas comerciais que o levasse para o oriente sem passar pelo mar mediterrâneo. Em meados de 1367-1383 houve uma grande crise interna em Portugal quando o ultimo rei da dinastia de Borgonha, Dom Fernando I, morre sem deixar um sucessor masculino legitimo e sua filha casada com Dom João I rei de Castela, tenta a unificação dinástica, que culminou na guerra entre Portugal e Castela que contou com a intervenção inglesa. Dom João saiu vitorioso e inaugura a dinástica de Avis (1385-1580), que acabou com a política de expansionismo na península Ibérica, e uma abertura maior ao mundo dos negócios. Como se percebe, a situação de Portugal pós-guerra com Castela era caótica, além das desastrosas campanhas militares de Dom Fernando I.
A recém-nobreza criada por Dom João I, ansiava por conquistas e lucros, projetou a conquista do ultimo reino mouro da península Ibérica, Granada, contudo Castela se interpôs, pois considerava Granada uma extensão do seu próprio território. Havia uma crise econômica tremenda nesse período, desvalorização do cambio, falhando o projeto Granada agora Portugal se volta para a África e a conquista do Ceuta, que incentivou a burguesia a investir nessa campanha, com inúmeros ganhos financeiros na exploração do território. Em 1415 Portugal se lança contra a cidade do Ceuta, tomada aos mouros. Esperavam muito dessa conquista, porém, não saiu como os Portugueses queriam os árabes logo mudaram as rotas comerciais e isolou a região, causando grandes prejuízos a monarquia portuguesa. A conquista do Ceuta fez Portugal se munir belicamente e continuar sua política expansionista na região. Ante a sua rivalidade com Aragão e a união desta com Castela, materializado com o casamento de Fernando II de Aragão com Isabel de Castela, isso fez com que Portugal perdesse espaço em suas pretensões peninsulares e acelerou o desenvolvimento naval português agora sua única saída seria através do mar. Entra agora em questão política e econômica externa a exploração das ilhas atlânticas, substituindo as rivalidades peninsulares pela competição burguesa no financiamento da exploração e povoamento dessas ilhas, e deu muito certo, com climas favoráveis Portugal procurou abastecer sua população dos cerais panificáveis, resolvendo assim uma crise no abastecimento de alimentos em seus territórios. Embora a conquista do Ceuta não tenha alcançado seus objetivos reais para Portugal, criou-se uma áurea heroica e espiritual inspirada nas cruzadas, isso fez com que Portugal se animasse além do acesso a madeira, criação de gado e aquisição de escravos africanos e controle de novas rotas marítimas para o litoral africano e o acesso ao ouro como também derrotar os mouros. Toda uma logística foi implantada na criação dessa nova mentalidade pós conquista do Ceuta, com grande participação do clero, encarregado de disseminar a fé e a luta contra os infiéis mouros, os burgueses o financiamento e o povo a disponibilidade de colonização das áreas conquistadas, mas em meio á isso tudo, Portugal tinha em suas mãos a decisão de continuar e ampliar seus territórios extra peninsular ou se contentar com os infortúnios, tendo em Dom Henrique o Infante sua figura encorajadora. Portugal conhecia as rotas comerciais africanas que vinha do sul e do centro e organizou expedições e a partir desse desbravamento africano veio a tona a realidade geográfica, quebrando assim as superstições medievais acerca do mundo. E Portugal entra nesse mundo que outrora fora dominado pelos genoveses e venezianos, entrou em contato também com novas tecnologias náuticas e isso foi primordial para seus avanços além-mar, Portugal dominou esse comercio e se tornou o centro difusor de mercadorias africanas e todo o conhecimento do mundo oriental e africano. Abre-se caminho para as Índias em 1488 com Bartolomeu Dias contornando o cabo da boa esperança extremo sul africano. Conquistando a rota marítima para as Índias o rei organiza uma grande expedição com o comando de Vasco da Gama em 1498 visando estabelecer relações diplomáticas e comerciais com as Índias na chegada a Calicute, após dez meses de viagem. Em 1500 se organiza uma grande esquadra com o comando de Pedro Alvares Cabral, que se afasta da costa africana chegando a desembarcar no continente americano e tomando posse do que viria a ser o Brasil, feito isso a esquadra seguiu sua viagem para as Índias enquanto a noticia de ter encontrado terras se afastando da costa africana foi enviada para Lisboa pelo escrivão oficial da esquadra Pero Vaz de Caminha. Com posse de tudo isso o rei Dom Manoel o venturoso, marca o apogeu das navegações portuguesas, com o controle de ouro e especiarias e voltam a pensar numa conquista peninsular, casamentos e alianças com as nações vizinhas, vez com que o prestigio de Portugal fosse conhecido internacionalmente desde 1494, com o famoso tratado de Tordesilhas. Surgem os conflitos e desafios diplomáticos com ingleses, holandeses e franceses, ameaçando assim o monopólio comercial do Brasil e da África.
Portugal logo de inicio não se interessou muito pelo Brasil, pois diferentemente dos Espanhóis que entrou em contato com sociedades mais avançadas e com domínio da metalurgia e já usava o ouro, o metal mais cobiçado pelos europeus. Ao desembarcar no Brasil a primeira riqueza encontrada foi o pau-brasil arvore de valor comercial na Europa, pois dela se extraia a tintura para tecidos. Fez escambo com os nativos e feitorias ao longo do litoral brasileiro. Em caráter comercial as feitorias eram de exploração particular que a coroa portuguesa cedia aos burgueses para exploração. Com mencionado acima não havia esse preocupação em colonizar as novas terras, pois o comercio com o oriente e na costa africana era muito lucrativo e Portugal não se dispunha de interesses e recursos humanos para tamanha empreitada, por isso a exploração do Brasil foi entregue a terceiros. Entre 1500 e 1530 o Brasil foi abandonado pelos Lusitanos, pelos devidos motivos apresentados acima. Portugal só veio a se interessar pelo Brasil, com a quebra do monopólio das rotas comerciais e o declínio do império da pimenta e como também os constantes ataques dos piratas franceses e dos holandeses na costa brasileira. Usando experiências que deram certo nas ilhas atlânticas, Portugal implantou o sistema de sesmarias e capitanias hereditárias, a monocultura da cana de açúcar e mais tarde com o fracasso das capitanias a retomada do poder estatal com o governo geral, nesse contexto da crise no oriente e as constantes ameaças francesas é que Portugal realmente começou a se interessar pelo Brasil, em 1501 e 1503 Portugal realizou as expedições exploradoras e em 1516 e 1526, porém em 1530 Portugal em meio à crise faz uma expedição visando a ocupação das terras recém-descobertas, tendo no comando Martim Afonso de Souza. É notório que se estabelece uma empresa econômica interessada na produção de cerais açúcar e vinho vindo das ilhas atlânticas, que tinha primazia em abastecer e auto abastecer o império português. Em 1530 Martim Afonso de Souza começa o plantio da cana-de-açúcar e o primeiro engenho em 1533. Portugal com carência de mão de obra para montagem de sua empresa açucareira, busca no litoral africano a escravidão dos negros, que buscou na visão religiosa a luta pelos infiéis mouros, dando o suporte necessário para a captura e exploração da mão de obra escrava. Vale lembrar que as terras foram distribuídas em capitanias para fidalgos, nobres de pequena nobreza. Duas capitanias prosperaram a de Pernambuco com o comando de Duarte da Costa que fez uma colonização agrícola, com o plantio da cana de açúcar e os recursos dos chamados novos cristãos em seus ofícios e a montagem da empresa industrial do engenho com grande êxito. A capitania de São Vicente, com Martim Afonso de Souza como mencionado acima também com a agromanufatura açucareira. Enquanto as demais caíram em total declínio e algumas nem mesmo seus donatários não foram receber suas terras. Convém notar que o rei não abdicava de seu poder legal, com uma legislação definida pela metrópole, a parte administrativa ficava sob a jurisdição das ordenações Manuelinas de 1521 e o rei nomeava um feitor que era encarregado de cobrar os impostos. Com o declínio das capitanias e a implantação do governo geral na figura de Tomé de Souza, para resolver os problemas interno e externos, pois os donatários não estavam cumprindo seus deveres de colonizar e defender os territórios de invasões estrangeiras. A obra colonizadora de Tomé de Souza visava assentar os colonos e transforma-los em moradores e para isso incentivava a implantação de engenhos e os aldeamentos dos índios mansos junto a povoados brancos, vilas, o abastecimento de feiras semanais com a presença dos índios. Veio a fundação da vila de Salvador e a intensificação do trafego negreiro e os jesuítas encarregados da religiosidade e educação dos colonos e dos gentios. Salvador adveio todo o aparato administrativo português, com conselhos e câmaras municipais.
Elson Cassiano Sobrinho

2 comentários:

Anônimo disse...

1 palavra: UM LIXOOOOOOOO esse Blogger!!!!!! <:(

Anônimo disse...

que coisa horrivel um lixo